Quatro dias em Malta são suficientes para conhecer o essencial deste arquipélago mediterrânico: desde os templos neolíticos, anteriores às pirâmides egípcias, até à capital barroca, classificada pela UNESCO, passando por uma ilha quase deserta com águas turquesa e falésias de calcário com vista para o mar.
Neste artigo, vou guiá-lo ao longo de um itinerário de quatro dias em Malta, tendo Valletta como ponto de partida.

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Dicas práticas para visitar Malta em 4 dias
O que pode visitar em Malta em 4 dias? Será tempo suficiente?
Quatro dias permitem-lhe visitar Valletta, explorar uma ilha vizinha, descobrir Mdina e os seus arredores e percorrer a costa sul. É um período de tempo considerável, mas mesmo assim terá de fazer algumas escolhas!
Mapa das atracções obrigatórias
Para o ajudar a orientar-se enquanto lê o nosso itinerário abaixo, eis o nosso mapa das principais atrações turísticas de Malta:

Getting around Malta
A rede de autocarros de Malta é fiável e razoavelmente densa: Valletta funciona como ponto central, e a maioria dos locais no norte e no centro é acessível através dos transportes públicos. Para visitar a capital e os seus arredores imediatos, o autocarro é uma opção perfeitamente adequada e económica.
No entanto, para os dias dedicados a Mdina, aos templos do sul ou às falésias de Dingli, recomendo alugar um veículo: as distâncias continuam a ser curtas, mas os horários dos autocarros são, por vezes, pouco práticos para combinar várias paragens num único dia.
Dois pontos importantes: em Malta, circula-se pela esquerda, um legado direto do período britânico, e as estradas secundárias podem ser bastante estreitas.


As minhas dicas para alugar um carro em Malta:
- Compare preços no Discovercars, a minha plataforma preferida e uma das mais bem avaliadas
- Reserve o seu carro com antecedência para ter mais opções e melhores preços
- Não alugue um carro demasiado grande, pois as estradas são estreitas.
Onde ficar em Malta
Valletta e os seus arredores oferecem a mais vasta variedade de opções de alojamento, desde pequenos hotéis com carácter, situados em edifícios históricos, até estabelecimentos de luxo com vista para o porto. Sliema e St Julian’s oferecem um ambiente mais contemporâneo, ideal para um acesso rápido às praias e à vida noturna.


Onde ficar em Malta – Os meus locais preferidos:
- Valletta – Veja os alojamentos com melhor classificação
- St. Julian’s – Veja os alojamentos mais bem avaliados
- Victoria (Ilha de Gozo) – Veja os alojamentos mais bem avaliados
As minhas escolhas preferidas:
- Cugo Gran Macina (5 estrelas) – veja as fotos e a disponibilidade
- O Hotel Gomerino (4 estrelas) – veja as fotos e a disponibilidade
Consulte o meu artigo sobre os melhores locais para ficar em Malta (em breve)
O nosso itinerário ideal: 4 dias em Malta
- Valletta, a capital fortificada classificada pela UNESCO
- Mdina, a Cidade Silenciosa, Rabat e as Falésias de Dingli
- 2 opções:
Natureza: Comino e a Lagoa Azul
Cultura: Visita guiada a Gozo - Templos pré-históricos da costa sul e banhos naturais
Também pode criar o seu próprio itinerário a partir do nosso artigo: as melhores atrações de Malta.
Dia 1 – Valletta, a capital fortificada de estilo barroco
Valletta foi projetada de raiz em 1566 pelos Cavaleiros da Ordem de São João, seguindo um plano em grelha de uma clareza notável: todas as ruas descem em direção ao mar e as vistas abrem-se em cada cruzamento. Este rigor urbano confere à capital maltesa uma clareza que as cidades medievais simplesmente não possuem.

É Património Mundial da UNESCO desde 1980, e fiquei impressionado com a sua compacticidade: de uma ponta à outra, demora-se apenas 15 minutos a pé!
De manhã: Concatedral de São João e Caravaggio
Nada na fachada da Co-Catedral de São João o prepara para o que o espera no interior. O exterior é deliberadamente sóbrio: os Cavaleiros preferiam uma aparência defensiva. Assim que se atravessa a soleira, o olhar é atraído por um interior barroco de uma riqueza inesperada: um teto totalmente pintado, paredes douradas e mais de 400 lápides de mármore policromado que identificam os cavaleiros sepultados sob o edifício. Construída entre 1573 e 1578, a catedral conta-se entre os interiores mais impressionantes da região mediterrânica.

O oratório, acessível a partir da nave principal, alberga duas obras importantes de Caravaggio, o pintor italiano do século XVII, criadas durante a sua estadia em Malta, em 1608: «A Decapitação de São João Batista», a sua pintura de maiores dimensões, e «São Jerónimo a Escrever». Recomendo que reserve entre 1 e 1,5 horas para a visita, ou mais, caso pretenda demorar-se a contemplar as obras. Pode reservar uma visita guiada para explorar este monumento com maior profundidade — consulte as opções.
Hora do almoço: almoço e um passeio pelo centro histórico
A Rua da República e a Rua dos Comerciantes constituem as duas principais artérias de Valeta: lojas, cafés e restaurantes alinham-se ao longo delas, num cenário animado de fachadas barrocas. Em contrapartida, as ruelas perpendiculares que descem em direção ao porto encontram-se frequentemente desertas a meio do dia.

Aprecio este contraste entre a agitação das artérias principais e a tranquilidade das ruas secundárias. Para uma pausa fora dos circuitos habituais, o Mysterium Fidei, um antigo mosteiro cuja atmosfera singular contrasta fortemente com o mundo exterior, merece bem o desvio — reserve a sua entrada.
Tarde: o Palácio dos Grandes Mestres
Na Rua da República, o Palácio dos Grão-Mestres ocupa uma posição central na cidade desde o século XVI — residência dos líderes da Ordem, posteriormente sede do Governador britânico e, atualmente, gabinete do Presidente da República. Algumas salas de representação permanecem abertas ao público: afrescos monumentais, tapeçarias flamengas e um arsenal com mais de 5 000 peças que traçam a evolução do equipamento militar do século XV ao século XVIII.

Achei esta visita guiada extremamente rica; tenha em atenção que o palácio se encontra em fase de restauro e que algumas salas podem estar temporariamente encerradas. Consulte o site oficial para obter mais informações aqui.
Aproveite o bilhete combinado com o Museu de Arte e o Museu Arqueológico.
Fim do dia: os jardins de Upper Barrakka
Para encerrar este primeiro dia, os Jardins Upper Barrakka oferecem, a partir do seu terraço elevado, uma vista panorâmica sobre o Grand Harbour e as Três Cidades. Todos os dias, ao meio-dia e às 16h, a Saluting Battery dispara um canhão a partir da plataforma situada mais abaixo. Trata-se de um ritual que remonta ao século XIX e que atrai regularmente um pequeno grupo de espectadores.

A entrada nos jardins é gratuita. Gosto particularmente deste miradouro ao final da tarde, quando a luz se reflete nas fachadas de calcário ocre da margem oposta e a agitação do dia começa a esmorecer.
Dia 2 – Mdina, Rabat e as Falésias de Dingli
Neste segundo dia, parte-se de Valletta rumo ao interior da ilha, para um cenário radicalmente diferente. Mdina, situada num planalto de calcário no centro de Malta, foi a capital do arquipélago antes de os Cavaleiros terem fundado Valletta no século XVI.

Adorei a atmosfera especial deste local: uma cidade ainda habitada, congelada na sua arquitetura medieval e barroca, explorada a pé num silêncio quase total. A cidade vizinha de Rabat, com as suas catacumbas subterrâneas e as Falésias de Dingli, completam de forma lógica o dia, formando um circuito pelo interior e ao longo da costa ocidental.
Manhã: Mdina e a Catedral de São Paulo
A melhor forma de explorar Mdina é simplesmente passear sem um percurso definido. As ruelas de calçada serpenteiam entre paredes de calcário desgastadas pelo tempo, cujos tons variam do bege ao dourado à luz da manhã. A cada esquina, um pátio escondido ou um miradouro inesperado sobre a paisagem rural maltesa.

A Catedral de São Paulo, construída no final do século XVII, merece uma visita mais demorada: os frescos do teto, da autoria do pintor siciliano Mattia Preti, criam uma perspetiva visual impressionante, e o museu adjacente exibe prataria e manuscritos iluminados. Nas proximidades, a Praça do Bastião oferece uma vista panorâmica sobre grande parte da ilha.
Tarde: Rabat e as Catacumbas de São Paulo
Situada mesmo nos arredores das muralhas de Mdina, Rabat é uma cidade animada cujo ambiente contrasta com a serenidade da cidade fortificada vizinha. O seu principal interesse arqueológico reside nas Catacumbas de São Paulo: uma rede subterrânea escavada entre os séculos IV e IX, que se conta entre as mais extensas do Mediterrâneo. Aí poderá descobrir câmaras funerárias, nichos escavados na rocha e mesas de pedra — as «agapae» — utilizadas para refeições rituais na Antiguidade tardia.

Gostei muito dos painéis informativos, que permitem compreender estas práticas funerárias sem necessidade de um guia. Nas proximidades, a Gruta de São Paulo assinala o local onde se diz que o apóstolo Paulo se refugiou após o naufrágio do seu navio na costa maltesa, no ano 60. Visite o site oficial para obter mais informações aqui.
No final do dia: as Falésias de Dingli
Na ponta sudoeste da ilha, as Falésias de Dingli elevam-se a cerca de 253 m acima do Mediterrâneo, constituindo o ponto mais alto de Malta. Um trilho percorre a orla ao longo de vários quilómetros, oferecendo vistas panorâmicas sobre o horizonte e a ilhota desabitada de Filfla.

A pequena capela de Santa Maria Madalena, isolada na orla do planalto, serve de ponto de referência nesta paisagem aberta.
A entrada é gratuita; traga água, pois não há pontos de abastecimento nas proximidades dos trilhos.
Dia 3 – Opção «Natureza»: Comino e a Lagoa Azul
Entre Malta e Gozo, Comino é uma ilha com apenas alguns quilómetros quadrados, praticamente sem residentes permanentes. A viagem de barco a partir de Malta demora cerca de vinte a trinta minutos, dependendo da embarcação escolhida — Reserve com antecedência, pois esta é uma excursão muito popular! Ver opções
Manhã: a Lagoa Azul
A Lagoa Azul deve o seu nome à cor e à transparência das suas águas, emolduradas por rochas calcárias e pela ilhota de Cominotto. Em dias de céu limpo, o fundo arenoso é perfeitamente visível a partir da superfície, e os peixes nadam livremente pela zona de banho. Verifiquei que o local fica cheio a partir do meio da manhã em julho e agosto: para desfrutar do local em boas condições, é melhor chegar num dos primeiros barcos da manhã.

É possível alugar espreguiçadeiras e guarda-sóis no local, mas esgotam-se rapidamente; traga a sua própria máscara de mergulho, pois a claridade da água compensa largamente o esforço. A maioria das excursões inclui também uma paragem nas Grutas de Santa Maria, cavidades esculpidas na rocha calcária na costa sul da ilha.
Tarde: o outro lado de Comino
Para além da lagoa, Comino revela-se surpreendentemente selvagem. Os caminhos percorrem as margens rochosas em direção a baías muito menos frequentadas: a Baía de Santa Marija, a sul, é um bom exemplo. A Torre de Santa Maria, construída em 1618 para vigiar o estreito, é fácil de avistar das alturas da ilha.

Gostei muito desta zona selvagem e deserta da ilha, que proporciona uma experiência radicalmente diferente da agitação da lagoa. Não se esqueça de levar água, proteção solar e calçado adequado: não há sombra nem qualquer ponto de abastecimento nos trilhos. É possível percorrer a ilha a pé em 2 a 3 horas.
Dia 3 – Opção cultural: Visita guiada a Gozo
Se preferir dedicar o seu terceiro dia a uma descoberta cultural em vez de ir nadar, Gozo é uma alternativa a ter em conta em relação a Comino. A segunda ilha do arquipélago é visivelmente diferente de Malta: mais rural, mais tranquila, com um ritmo de vida menos apressado.
A maioria das excursões a Gozo a partir de Malta inclui a Cidadela de Victoria — ver opções.
Em alternativa, apanhe o ferry com o seu carro alugado.
De manhã: a Cidadela de Victoria
A Cidadela de Victoria domina Gozo a partir do seu promontório fortificado: um local habitado desde o Neolítico, reforçado pelos Cavaleiros no século XVII. Até 1637, os habitantes da ilha eram obrigados a refugiar-se ali todas as noites para se protegerem dos ataques dos corsários. Das muralhas, a vista de 360° abrange toda a ilha de Gozo e, em dias de céu limpo, é possível avistar Malta e Comino. O acesso à Cidadela é gratuito; no interior, vários museus (de arqueologia, folclore e antigas prisões) são pagos, estando disponível um bilhete combinado. Visite o site oficial para obter mais informações aqui.

No coração da Cidadela, a Catedral da Assunção, construída entre 1697 e 1711, esconde uma peculiaridade arquitetónica notável: o seu teto, pintado em trompe-l’œil por Antonio Manuele, simula uma cúpula que o edifício, na realidade, não possui (os fundos para a sua construção tinham-se esgotado). A ilusão é perfeitamente convincente quando vista do centro da nave. Considero este pormenor emblemático da ingenuidade barroca maltesa, capaz de compensar uma limitação técnica com um efeito visualmente sofisticado.

Em viagem: Basílica de Ta’ Pinu
Ao atravessar a ilha em direção a oeste, um pequeno desvio conduz à Basílica de Ta’ Pinu: um importante local de peregrinação em Gozo, este edifício religioso ergue-se isolado no meio do campo, numa paisagem aberta. A paragem é breve, mas o local, isolado de qualquer tecido urbano, deixa uma impressão especial.

Tarde: os Templos de Ggantija
Localizados na parte oriental da ilha, os Templos de Ggantija contam-se entre as estruturas independentes mais antigas do planeta, datando de cerca de 3600 a.C. São mais antigos do que as pirâmides egípcias e Stonehenge! O seu nome deriva da palavra maltesa «ġgant» (gigante): a lenda local atribui a sua construção a uma gigante.

As paredes exteriores, com mais de 5 m de altura, são constituídas por blocos de calcário, alguns dos quais pesam mais de 50 toneladas. Achei o local bem apresentado desde a sua recente renovação, e o museu adjacente, que exibe objetos encontrados durante as escavações, proporciona uma visão útil sobre as técnicas de construção do Neolítico. Reserve cerca de 1 hora para a visita.
A maioria das excursões em Gozo inclui uma paragem nos templos — veja as opções.
Final da tarde: as salinas de Xwejni
Antes de deixar Gozo, a costa norte reserva-lhe uma última paragem: as salinas da Baía de Xwejni. Estas bacias geométricas, esculpidas diretamente na rocha costeira, estão em funcionamento desde a época romana; algumas famílias ainda mantêm a tradição da colheita do sal marinho, sobretudo entre junho e setembro.

O local é simultaneamente fotogénico e rico numa longa história ininterrupta. Adorei os reflexos em constante mudança nas bacias, consoante o ângulo do sol, e as rochas calcárias ao fundo. O local é tranquilo, de acesso livre e constitui a forma perfeita de terminar o dia longe da agitação turística.

As minhas atividades favoritas em Malta:
- Passeio de barco à Ilha de Comino e à Lagoa Azul — veja as opções
- Excursões de caiaque – veja as opções
- Passeios gastronómicos – veja as opções
- Passeios de quadriciclo – veja as opções
Dia 4 – Templos pré-históricos e a costa sul
Neste último dia, o itinerário segue para sul, onde se concentra o património mais antigo de Malta. Há uma lógica de viagem específica por detrás disto: terminar nos locais mais antigos, aqueles cuja construção antecede as pirâmides egípcias em vários séculos.
Manhã: os templos de Ħaġar Qim e Mnajdra
Classificados como Património Mundial da UNESCO, os templos de Ħaġar Qim e Mnajdra erguem-se em promontórios de calcário com vista para a costa sul. Ħaġar Qim, cuja construção remonta a 3600–3200 a.C., impressiona, em primeiro lugar, pela dimensão dos seus blocos: alguns medem mais de 5 m de comprimento. Mnajdra, algumas centenas de metros mais abaixo, apresenta um notável interesse astronómico: a sua orientação é tal que a luz solar penetra diretamente no seu interior durante os equinócios e solstícios.

Recomendo começar por Ħaġar Qim para compreender a sua estrutura e, em seguida, descer a pé até Mnajdra. Existe um trilho que percorre as falésias entre os dois templos, com vistas para o ilhéu de Filfla. O museu interativo à entrada contextualiza tudo; reserve entre 1,5 e 2 horas para ver tudo.
Se preferir não conduzir, há excursões organizadas que o levarão até lá — veja as opções.
Tarde: a Gruta Azul
O pequeno porto de Wied iż-Żurrieq, aninhado entre falésias, é o ponto de partida dos barcos que fazem a rota para a Gruta Azul. Estas cavidades marinhas, esculpidas pela erosão na rocha calcária, são visitadas numa excursão com a duração de cerca de 25 minutos. A luz no interior muda constantemente: reflexos azuis e verdes, dependendo do ângulo da luz.

As partidas são canceladas em caso de vento forte ou mar agitado; nesse caso, um miradouro suspenso continua a oferecer uma vista sobre os arcos naturais. Vale a pena fazer uma paragem mesmo sem apanhar o barco — consulte as excursões.
Final da tarde: Piscina de São Pedro
Para terminar em grande, a Saint Peter’s Pool é uma piscina natural esculpida nas rochas calcárias perto de Marsaxlokk. A água é de um azul profundo e extraordinariamente límpida; as rochas planas à sua volta formam uma plataforma natural de relaxamento à qual os visitantes habituais regressam repetidamente.

O acesso é gratuito e não há instalações: não há chuveiros, nem casas de banho, nem guarda-sóis. O percurso a partir do parque de estacionamento demora cerca de 10 minutos a pé, ao longo de um caminho de terra batida. Traga calçado adequado para as rochas e tudo o que for necessário para se sentir confortável, caso pretenda ficar algum tempo.
Planeie a sua viagem inesquecível a Malta!

- mapas para o ajudar a planear
- locais encantadores cuidadosamente selecionados
- Informações práticas, incluindo coordenadas GPS
- fotografias para o ajudar a escolher
EM BREVE
Alternativa: com mais museus em Valletta
Os entusiastas da arte, da cultura e da arquitetura podem prolongar o primeiro dia ou substituir meio dia por uma visita a mais museus de Valletta, cuja concentração é notável para uma cidade desta dimensão. Recomendo, em particular:
- O Forte de São Elmo, na ponta da península, que traça a história militar de Malta e alberga o Museu Nacional da Guerra.
- O MUZA (Museu Nacional de Belas-Artes), cujas coleções variadas ocupam um antigo palácio no coração da cidade.
- O Museu Nacional de Arqueologia, que exibe peças notáveis dos templos pré-históricos de Malta.
- O Mysterium Fidei, um antigo mosteiro com uma atmosfera única — reserve a sua visita.

Alternativa: as Três Cidades e o património militar
Vittoriosa (Birgu), Senglea (Isla) e Cospicua (Bormla) constituem as Três Cidades, situadas em frente a Valletta, do outro lado do Grande Porto. Mais antigas do que a capital, foram o primeiro local de estabelecimento dos Cavaleiros da Ordem de São João em Malta, em 1530.
Achei o ambiente diferente do de Valletta: mais autêntico, menos turístico, com um forte espírito de vizinhança. A travessia de dghajsa — o barco tradicional maltês — a partir de Valletta é uma forma encantadora de chegar; o ferry a partir do Waterfront é uma alternativa mais prática. Reserve uma visita guiada de barco.

O Forte de São Ângelo (Forti Sant’Anglu), na extremidade de Vittoriosa, é uma das fortificações mais antigas de Malta; desempenhou um papel central durante o Grande Cerco de 1565. O percurso pelos seus bastiões e pela capela medieval demora entre 1 e 1,5 horas, e a vista das muralhas sobre o Grande Porto e Valletta é particularmente impressionante.
Mais adiante, o Palácio da Inquisição é um dos poucos palácios da Inquisição abertos ao público na Europa. Senglea, por seu lado, conta com os Jardins de Gardjola, que oferecem uma vista panorâmica a partir da sua localização elevada com vista para o porto. Cospicua, a maior das três, está rodeada pelas linhas de fortificação de Margherita e Cottonera.
Alternativa: praias e atividades aquáticas
Malta não se apresenta à primeira vista como um destino balnear, mas o arquipélago possui vários locais costeiros que merecem uma visita. As praias de areia são relativamente raras, uma vez que a costa é, na sua maioria, rochosa, o que as torna ainda mais procuradas na época alta. Na época alta, é melhor chegar cedo para encontrar um bom lugar.
- Golden Bay, na costa noroeste, onde a areia dourada é emoldurada por falésias argilosas.
- Baía de Mellieha (Baía de Għadira), a maior praia de areia de Malta.
- A Baía do Paraíso, acessível através de uma escadaria esculpida na rocha, com vista direta para Comino e Gozo.
- A Baía de Balluta, que combina a praia com um cenário arquitetónico interessante.
No que diz respeito às atividades aquáticas, as águas de Malta estão entre as mais límpidas do Mediterrâneo, com a visibilidade subaquática a atingir regularmente os 30 m. O mergulho é uma das especialidades do arquipélago, com vários locais particularmente famosos: o naufrágio do MV Karwela ao largo de Gozo, o Blue Hole em Dwejra e as grutas subaquáticas de Comino. As excursões de caiaque no mar também lhe permitem explorar enseadas inacessíveis por estrada — veja as opções.

Alternativa: com atividades para crianças
Para além das praias e dos fortes, Malta oferece várias opções ideais para famílias:
- Popeye Village (Sweethaven Village), um cenário cinematográfico construído em 1979 para o filme de Robert Altman — reserve a sua entrada.
- O Aquário Nacional de Malta — reserve o seu bilhete.
- O Playmobil FunPark — consulte o site aqui.
- Splash & Fun Water Park, o maior parque aquático da ilha – consulte o sítio Web aqui.

Alternativa: passeio gastronómico e gastronomia maltesa
Malta possui uma identidade culinária moldada por séculos de influências diversas: fenícias, romanas, árabes, normandas, espanholas, francesas e britânicas. Esta sobreposição histórica é claramente visível nos produtos e pratos locais. Experimente os pastizzi — pastéis folhados recheados com ricota ou ervilhas, vendidos por alguns cêntimos nas pastizzerias —, a ftira (um pão maltês recheado, semelhante a uma focaccia), o coelho estufado (fenkata, o prato nacional) e o queijo de cabra ġbejna.
Pode participar num passeio gastronómico em Valletta para compreender estas influências e aperfeiçoar o seu paladar — veja as opções.

É bom saber para a sua estadia em Malta
O tempo em Malta
A primavera (abril–junho) e o outono (setembro–novembro) oferecem as melhores condições para uma estadia de quatro dias: temperaturas agradáveis que variam entre os 20 °C e os 28 °C, afluência moderada e alojamento mais acessível. O verão (julho–agosto) é quente — frequentemente acima dos 35 °C — e locais populares como a Lagoa Azul de Comino ficam lotados a partir do meio-dia. O inverno (dezembro–março) é ameno (12 °C a 18 °C), mas alguns dias podem ser chuvosos e ventosos; por outro lado, é a época mais tranquila para visitar locais históricos sem ter de lidar com multidões.
Multidões em Malta
Na época alta (julho–agosto), os locais mais populares — a Lagoa Azul, Valletta e as praias do norte — podem ficar muito movimentados. A primavera e o outono continuam a ser os períodos mais equilibrados para combinar um clima agradável com um número razoável de visitantes. Se visitar Malta no verão, lembre-se de reservar o seu alojamento com vários meses de antecedência e de visitar os locais mais populares logo de manhã cedo. Recomendo também que reserve com antecedência os bilhetes para as excursões a Comino e para as entradas nos museus mais populares.
Adaptar o seu itinerário em caso de chuva
Caso chova durante a sua estadia, o arquipélago oferece inúmeras alternativas abrigadas. A Co-Catedral de São João e o Palácio dos Grão-Mestres, em Valletta, são boas opções em caso de mau tempo, tal como o Hipogeu de Ħal Saflieni ou as Catacumbas de Rabat. As Salas de Guerra de Lascaris, situadas sob as muralhas de Valletta, constituem também uma descoberta interessante.
Planeie a sua viagem a Malta!
- As melhores coisas para fazer em Malta
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- Itinerários: 1 semana
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